segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CONFÚCIO MOURA, O ESTADISTA


O Brasil em 1943 ganhou o Território Federal do Guaporé, criado pelo Presidente Getúlio Vargas, que passou a ser Estado em 1982, ainda sob o regime militar. Desde então teve nove governadores; Jorge Teixeira de Oliveira; Ângelo Angelim; Jerônimo Garcia de Santana; Osvaldo Piana Filho; Valdir Raupp; José Bianco; Ivo Narciso Cassol; João Aparecido Cahulla e Confúcio Moura.



Apesar de Teixeirão representar o governo militar, foi indicado pelo General João Figueiredo com a missão de transformar o Território Federal do Guaporé em Estado, se destacou pela forma de governar. Assim, podemos destacar dois verdadeiros Estadistas, Teixeirão e Confúcio Moura. Isto fica mais fácil de perceber com a conhecida frase atribuída ao compositor James Clarke, “Um político pensa na próxima eleição; um estadista, na próxima geração."



Teixeirão pensava Rondônia para as próximas décadas, não se limitou aos primeiros quatro anos de gestão do Território, de 1979 a 1982 e nem aos quatro primeiros anos de governo do novo Estado, de 1982 a 1985, enxergou longe e construiu as bases para o surgimento de um Estado forte e competitivo. Mas, desde então surgiu um vácuo de gestão estatal, que foi agravado nos mandatos consecutivos de Ivo Cassol, de 2003 a 2010.



A partir de 2011, Confúcio Moura trouxe de volta a figura do Governador Estadista, mas diferentemente de Teixeirão, que deu continuidade ao próprio trabalho, Confúcio assumiu um Estado mergulhado em uma grave crise administrativa fruto direto de oito anos de desgoverno e indireto de gestões pífias anteriores.



         Em apenas três anos e meio Rondônia resgatou seu animus, graças a dois fatores: à postura moral do atual Governo que devolveu aos servidores públicos o respeito e a autoestima; e à sua habilidade sobre as cousas políticas e administrativas que envolvem a gestão de um governo para soluções no hoje com repercussões no futuro.



          A população de Rondônia, a que realmente mora e vive aqui, a flutuante não entra neste caso, sentiu um choque ao perceber que havia um abismo entre o que sofreu sobre o comando de um governo medíocre e uma nova proposta democrática, republicana e acima de tudo humanitária. Até a poeira abaixar e as coisas se tornarem claras, muita dúvida surgiu, mas com a prudência, dedicação e muito respeito aos cidadãos e servidores públicos, Confúcio Moura se revelou como o novo estadista que veio continuar a proposta de um Estado forte e competitivo.



            Confúcio trabalhou silenciosamente durante os dois primeiros anos de seu mandato. Atacado, não revidou; respondeu trabalhando para desintoxicar o aparelho gestor estatal. Substituiu secretários, cortou gastos, reduziu a folha, capacitou servidores e técnicos e construiu uma nova realidade na segurança, saúde e educação pública e reapresentou Rondônia ao Governo Federal, onde voltou a ter crédito e respeito. Hoje, Rondônia começa a respirar com os próprios pulmões, mas ainda tem sequelas dos governos anteriores.



          Confúcio Moura sempre afirma que ninguém é maior que Rondônia. Isto poderia parecer óbvio, mas o governador anterior nem imagina isto, era narcisista demais. Confúcio é daqueles personagens que surgem de tempos em tempos e que evoluem a patamares reservados a poucos, que se sobressaem pelo simples fato de se anularem para transformarem pouco a pouco a alma das pessoas.



Hoje Confúcio é maior que o partido ao qual é filiado, o PMDB, e maior que todos os outros. Ele alcançou uma esfera de vibração do que é ser um líder político e condutor de gente a caminhos melhores e definitivos ao progresso, que incomoda aos adversários políticos, que mais se portam como inimigos devido ao disparate que há entre eles.



Em menos de quatro anos de governo, Rondônia tem índices positivos inéditos na agricultura, na pecuária, na piscicultura, na educação, na saúde, na segurança, nos programas sociais, na habitação popular, na regularização fundiária rural e urbana, na infraestrutura, nas estradas e quebrou a triste linha que dividia a Capital do interior. Rondônia é hoje a grande aposta, e reserva estratégica, para o Governo Federal e empreendedores nacionais e internacionais, pois voltou a ter credibilidade. Ninguém tem saudades do caos ao conhecer a ordem.



Estamos há pouco mais de um mês das eleições. Não há novidades sobre a moral e histórico de vida pública dos candidatos.  Não há mais motivos para votar por votar, somos capazes de decidir por nós mesmos pelo simples exercício de conhecer cada um dos candidatos. Ler, estudar, avaliar, pesquisar, debater, debater e votar consciente.  O tempo do voto de cabresto, de ameaças a servidores públicos e de desmandos, acabaram!



Assim como Teixeirão e Confúcio enxergaram o futuro realizando no hoje, por isto estadistas, também o eleitor tem condição de vislumbrar os efeitos do seu voto num futuro próximo.  É tempo de novos desafios e novas conquistas, que só serão verdadeiras e palpáveis se estes desafios forem enfrentados juntos com o Governo para que as conquistas sejam permanentes por gerações. Para isto, é preciso deixar de lado a politicagem e trazer à tona a política, para que Rondônia ocupe o seu lugar de direito no cenário nacional, que já deveria ter ocupado há algumas décadas.



Para decidirmos com consciência e segurança é preciso descobrir a verdade pelos próprios meios. Não podemos mais aceitar a influência de terceiros sem questionarmos. Não tomem este texto como referência da verdade, mas como um minúsculo resumo do que extraí ao conhecer a pessoa Confúcio Moura, um estadista que recolocou Rondônia acima de todos nós, e consequentemente os rondonienses lado a lado com os demais brasileiros.


NA MINHA OPINIÃO...
 

          As mudanças começaram a três anos e oito meses e precisam se estabilizar definitivamente, para que aquela Rondônia que habitava a mente privilegiada de Teixeirão se concretize pela mente lúcida e clara de Confúcio, que também só será reconhecido como estadista daqui algumas gerações; mas ele não tem este tipo de vaidade. 

(Foto de Teixeira: arquivo da Seplan) (Foto de Confúci: arquivo do site maisro)

sábado, 8 de setembro de 2012

QUANDO A MORTE ME CHAMAR

(Uma homenagem à vida!)

            Quando a Morte me chamar para ir com ela, vou me fazer de surdo, ela vai ter que insistir para ter minha atenção. Vai me encontrar trabalhando, na advocacia ou no jornalismo, talvez no jardim, não no jardim não, estarei escrevendo um texto jurídico ou uma crônica.
            A Morte vai ter que esperar eu terminar meu turno, não vou abandonar minhas obrigações laborais por qualquer motivo, não é de meu feitio, ainda mais para ir com ela, se fosse com minha Amora (minha esposa) iria na hora, mas a Morte não tem este moral todo não.
            Eu não gosto do crepúsculo, acho depressivo; é noite e não está escuro, é dia e não está claro; é uma  péssima hora para se passear e com a Morte é pior ainda. Prefiro ir pro meu lar, se a morte quiser pode me acompanhar, sempre tem lugar para mais um junto dos meus, mas está livre para ir para a casa dos outros.
            Caso a Morte aceite esperar o amanhecer, ela vai aceitar, estarei pronto para ir, vou de mãos dadas, azar o dela, estarei bem velho, andando devagar, difícil de acompanhar, os passos serão curtos e arrastados, e reclamando de tudo, ela vai ter muito que escutar. Não será tão ruim assim, já que só falarei das coisas boas, belas e abençoadas que Deus me deu mesmo sem eu merecer, geralmente não mereço. Acho que vai ser um bom papo, quem sabe a morte tem algo para me contar, vai que ela levou algum por engano e precisa desabafar... Também quero perguntar da infância dela, do começo de carreira, quero saber da verdadeira morte de Abel, foi Caim mesmo, ou é intriga de família? E quem morreu primeiro Adão ou Eva, foi morte natural ou teve mais veneno nesta história; ela vai me contar se não empaco no meio do caminho e atraso o serviço dela.
            Quando a Morte me chamar quero antes de partir, deixar umas recomendações aos que ficam.
            Não me enterrem sem meias, pretas por favor, tenho muito frio nos pés, a última coisa que quero, caso eu me demore a deixar o corpo, é passar frio na cova, ainda mais a sete palmos do chão; por que sete palmos, cabala, preciso descobrir isto antes de morrer! Minha mortalha estará reservada, será um terno de cor sóbria, do bom, de lã pura no corte italiano, a camisa alva de algodão de fio mil é nacional, as da China encolhem as mangas não suporto punhos curtos, a gravata é de seda, verde e branca, em homenagem ao Palmeiras.

            Nada de embalsamar não suporto o cheiro de formal, deve ter um gosto horrível, meu paladar é refinado. Também não quero ser recheado com serragem, prefiro as tripas, ficaram comigo a vida toda, continuarei com elas. Quanto ao caixão vou deixar pago um bem baratinho, daquele bem vagabundo, não quero um que chame mais atenção que meu corpo rijo com um sorriso de canto de boca, sínico mesmo, é para fazer os curiosos se benzerem... Se liberto das amarras da carne verei tudo do alto, ou de baixo sabe-se lá, isto é com Deus, mas estarei vendo e ouvindo tudo, finalmente vou separar o joio do trigo, na beira do caixão as pessoas se revelam para o morto, como que buscando fazer uma confissão tardia e salvadora, ou uma sacanagem derradeira. Vou anotar tudo para depois chamar à razão, ajustar os ponteiros, pingar os is... Melhor não, vai que os meus is estão mais sem pingos que os deles.
            Outra, nada de velas, não suporto o cheiro de parafina queimada, lembra gente morte, o mesmo com relação aos galhos de pinheiro, é fedorento, fede a defunto, quero flores e ramos naturais colhidos no campo, sou caipira. As rosas são para as mulheres, para as mães, para as filhas e para homenagear a vida, o amor, a beleza; no caixão não ficam bem, não quero me parecer com um buquê cansado de dia dos namorados. Também não quero crucifixos, o meu Cristo é vivo e ativo e me espera ansioso.
            Uma última vontade, o caixão fica num canto da sala, tem que abrir espaço para os convidados, afinal é será uma festa-velório, não quero saber de gente com carrancas teatrais, fingindo respeito e silêncio segurando a língua para não falar do morto. Sempre falamos do de-cujus, eu falo e não falo sozinho, prefiro que se divirtam com muita música sertaneja de raiz, nada de sertanejo universitário, quero moda de viola com Tião Carreiro e Pardinho, e uma mesa farta de comida caipira e café passado na hora, ninguém merece café velho e frio e nem carpideiras de ocasião.
            No cortejo quero ouvir o som de berrantes e “Saudade de Minha Terra”, com Milionário e José Rico; no afundar do caixão “Poeira” e ao fechar a lápide “Nova York”, ambas com Chisthian e Ralf, ah, nada de abrir a tampa para uma última olhadinha, se quiser me ver eu apareço mais tarde para o curioso... Vai ser engraçado, quem sabe levo a Morte comigo e ela traz um para me acompanhar na viagem!
            Quando a Morte me chamar que espere, afinal, ela é boa em esperar, em tardar e em não falhar, é o que diz o dito popular, ou é da justiça que falam?
            Não tenho medo de morrer, só que vai demorar eu ir com ela, até hoje Niemeyer, o Oscar, está vivo, já tem 104, também quero este tanto de tempo, ele não é melhor do que eu, ou não é tão melhor assim, vá lá, é sim bem melhor, mas quero chegar aos três dígitos também, só porque não sou arquiteto?
            Ninguém vence a morte, não tem como evitar, mas que eu vou dar trabalho vou, ela sabe disso, já tentou me levar umas vezes aí, mas ficou na vontade, falhou, agora que cheguei até aqui, que passei a parte mais difícil desta vida na carne, mais osso que carne, finalmente limpei meu nome na praça, no SPC e no Serasa é que não vou mesmo. Teve suas chances Morte, foi incompetente, azar o seu, vai chamar outros, eu espero você voltar e não tenha pressa...
            Quando você Morte chegar e me chamar, o “môco” aqui estará trabalhando, vai ter que esperar eu terminar meu turno, já disse, inclusive, não se incomode, tenho déficit de atenção, perco o foco fácil; puxe uma cadeira sente-se e espere, ou deite-se e durma um pouco; vou passar do horário, costumo fazer horas-extras e adicionais noturnos, sou notívago.
            Quero fechar esta jornada cumprindo minha última obrigação com minha família. Iluminado pela alvorada vou à pé comprar pães quentinhos, passar um café e por a mesa, mas não vou fazer meu dejejum, não gosto de viajar com a barriga cheia, enjoo. Tá servida Morte? O que prefere, pingado grande ou pequeno... Leite integral ou desnatado... Açúcar ou adoçante...   

quarta-feira, 2 de maio de 2012

BANCOS DEVEM OU NÃO PATROCINAR A IMPRENSA?



            Esta pergunta ecoa diferentemente para o profissional da imprensa, já que para quem não é do ramo, às vezes não faz ideia como é difícil cobrir os custos uma simples reportagem e divulgá-la com responsabilidade. De uma maneira geral, a pergunta é para todos, já que a imprensa brasileira tem em seus princípios a liberdade de expressão, mas quando os bancos, privados e públicos, são os principais patrocinadores de telejornais, revistas, jornais, sites, rádios e todas formas de mídias esta liberdade fica tolhida?

            A presidente Dilma mexeu feio na principal ferida dos bancos privados, a redução das taxas de juros, que como já é sabido, são as mais altas praticadas no mundo.  Com isto, a discussão ficou novamente acirrada entre os maiores bancos privados e o governo federal, que por tabela despertou nos correntistas e clientes dos bancos privados a atenção sobre possíveis vantagens, mais benefícios, menos ônus em suas movimentações bancárias, e claro, não pagar tantas taxas, juros, etc...

            É neste ponto que a imprensa parece ficar na berlinda. Afinal, como se posicionar para a sociedade ansiosa por informação, por exemplo, sobre a declaração da presidente sem expor o calcanhar de Aquiles dos bancos privados, os “superlucros”! Além desse caso, a sociedade precisa e busca na imprensa apoio para denunciar e se informar sobre problemas com o tempo de espera nas filas; as correspondências e cobranças indevidas que chegam via Correios, e-mails e celular; o envio de cartões de créditos que não foram pedidos. A lista não termina são inúmeras pautas prontas vindas das atividades dos bancos como a disputa por clientes e por maiores fatias do mercado; a complicada relação trabalhista que gera muitos processos judiciais e por aí vai.

            Em um rápido levantamento é fácil listar que os telejornais da Rede Globo, Bom Dia Brasil, Jornal Nacional e Jornal da Globo são patrocinados pelos Bancos Itaú e Bradesco. Na Rede Record o Jornal da Record tem patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF), inclusive na Record News; o programa O Aprendiz (Record) é financiado pelo Banco do Brasil (BB). No Grupo Bandeirantes o Jornal da Band tem o patrocínio da CEF e da Petrobrás; o Jornal da Band News é patrocinado pelo HSBC e a CEF também financia o telejornal SBT Brasil, do SBT. As principais revistas semanais brasileiras, Veja, IstoÉ e Época, também estão ligadas de uma forma ou de outra aos bancos Itaú, Bradesco, HSBC e Santander, o mesmo se dá com relação aos principais periódicos O Globo, Folha, Estadão e os jornais e revistas de segunda linha destas emissoras e editoras, que direta ou indiretamente, estão recebendo investimentos dos bancos.

Na Minha Opinião...
            ...a imprensa não tem que ser patrocinada por banco algum, privado ou público. É impossível a prática de uma imprensa livre, democrática, limpa, séria havendo vínculos financeiros com bancos.

            O compromisso primeiro da imprensa é com o público que mais do que correntista, é leitor, telespectador, ouvinte, anunciante, consumidor...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

JURISPRUDÊNCIA DAS SOMBRAS!



            Caso os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) descriminalizem o abortamento de anencéfalos, não estarão apenas legalizando este ato, mas indiretamente estarão abrindo a jurisprudência das sombras, que traz escondida em seu manto obscuro, futuros pedidos de abortamentos de toda sorte, de eutanásias e a inevitável seleção in útero de filhos perfeitos.
            Esta jurisprudência é esperada há muito tempo por lideranças de movimentos que defendem o aborto, a eutanásia e a pena de morte. Para elas será uma festa, vão começar a despejar no judiciário toda sorte de pedidos de abortos e de eutanásias com base na jurisprudência do abortamento de anencéfalo, por isto, a jurisprudência das sombras.
            O Brasil não precisa fazer parte da lista das nações que matam oficialmente seres humanos para se livrarem dos “problemas”, é vergonhoso e covarde matar crianças em gestação.
            Quem concorda com esta ideia também concorda, mesmo não assumindo publicamente, com a ideia nazista que pretendia garantir o nascimento apenas de pessoas sadias, perfeitas, puras, inteligentes e héteras. É bom lembrar que pelo conceito nazista de pureza não bastava ser apenas nórdico, pois nórdico homossexual e nórdico portador de necessidades físicas eram eliminados, tinha que ser obrigatoriamente um nórdico perfeito sem anomalias físicas e nem sangue misturado com de outras linhagens humanas.
            Do outro lado da infame pirâmide da raça pura nazista estamos nós brasileiros bem na base, pois somos negros, índios, de orientação sexual de livre escolha e mestiços de toda sorte. Os nazistas chamavam os Judeus e Ciganos de “vida indigna de viver”; o anencéfalo está recebendo o mesmo rótulo, ou pior, já que para muitos nem vida ele tem, ou seja, é uma releitura piorada da proposta nazista.
            Caso se oficialize no Brasil esta permissão legal de abortamento de anencéfalo, será a jurisprudência tão esperada por quem quer abortar quando bem entender, praticar a eutanásia, entre outras formas covardes de eliminar seres humanos que pedem nossa atenção e cuidados.
            Que o corpo é da mulher e cabe a ela decidir o que faz dele eu concordo e respeito, mas não concordo com aquelas que, com base neste pensamento, fazem sexo sem métodos anticonceptivos e depois abortam, como se o filho que trazem na barriga fosse apenas sobra de esperma e que precisa ser removido para continuarem na prática irresponsável de sexo sem segurança e respeito à vida. Quer ser livre, arque com o ônus de se prevenir contra gravidezes indesejadas e não descarreguem em seus filhos em gestação as suas filosofias falidas e medíocres do que é ser livre e dona de si. Use o anticonceptivo e vivam livres.
            Esta decisão não vai resolver o problema das mulheres pacientes do SUS, o que vai acontecer mesmo é que estas vão ficar expostas em filas intermináveis nas clínicas públicas de abortamentos, já que não precisarão mais buscar ajuda clandestina.  Quanto às mulheres clientes de clínicas particulares, estas continuarão a entrar e sair pelas portas dos fundos destas clínicas, que provavelmente deixaram a clandestinidade, escondidas em carros de vidros escuros como fazem até hoje, e depois posam na sociedade como pessoas que nunca abortaram, ou pior, que são virgens, afinal elas tem sobrenomes e status social diferenciados e precisam fazer futuros bons casamentos.
            Somos um povo preconceituoso e invejoso em tudo, logo, temos muita dificuldade de aceitarmos o nascimento de filhos que não venham coroar nossos sonhos de família perfeita. Se o filho do vizinho é lindo e perfeito, também quero um, eis o pensamento invejoso e preconceituoso.
            Com esta jurisprudência corremos o risco de banalizar a formação familiar e nos transformarmos em selecionadores de genes perfeitos, abortando, abortando, abortando até se chegar no bebê com a cor ideal, o gênero sexual dos sonhos, a forma física perfeita... mas, o caráter do  filho escolhido está alheio a tudo isto e o que não faltam são “nórdicos” com cérebros impecáveis, mas profundamente desumanos. A história confirma isto.
             
              

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Liberdade de Imprensa uma Ova!


         O jornalista não vivencia a "liberdade de imprensa". A não ser que ele faça o estilo independente, mas geralmente é tido pela sociedade como um profissional que não é sério, justamente por falar a verdade e esta verdade é tão diferente do que se tornou a sociedade que se tornou mentira, absurda.
            Este profissional tem que cumprir pautas direcionadas e seletivas, todas de acordo com a filosofia do veículo que trabalha. Por trás deste trabalho estão os interesses pessoal e empresarial do patrão ligado diretamente às mídias oficial e comercial.
            O Presidente da República não tem como governar se não estiver em “harmonia” com os senadores e deputados federais; governador em “desarmonia” com os deputados estaduais não faz nada e nem o prefeito sem o apoio dos vereadores administra sua cidade. Na imprensa é igual, se os veículos de comunicações, todos, não estivem afinados com políticos, com partidos e com o comércio, os chamados merchandising, “merchans” no jargão, não tem como trabalhar.
            Estamos tão acostumados com escândalos que a palavra “interesse” se liga automaticamente a “escusos”, e isto não é verdade. Os interesses comercial e político das mídias são lícitos o problema está é no que se transformou esta relação, isto é, interesses comercial e político e o profissional jornalista.
            É importante, por enquanto, a presença da mídia oficial e dos apoios políticos, já que somos uma sociedade politizada; e claro dos contratos com o comércio e a indústria, mas acima de tudo temos que cuidar do profissional. Quero ver um único setor comercial de uma empresa de comunicação vender se não existir ali segurando o programa, o jornal, a matéria, o quadro, enfim, um jornalista competente, um âncora de vergonha, um repórter diferenciado, que trazem a audiência e o público para a empresa.
            Nenhum empresário ou político, vai vincular sua marca ou seu nome a um programa que não tem público, logo que dá a audiência é o profissional, então, o setor comercial deveria tratá-lo melhor. Diante disto, os valores estão invertidos, ou seja, o profissional deveria conduzir a informação ao público com total liberdade, mas na realidade ocorre o contrário, o comercial e o peso político é que pautam os jornalistas e as empresas.
            Eu entendo a situação dos donos e empresários dos meios de comunicação porque é caríssimo manter viva uma empresa deste ramo. Comunicação no Brasil exige um investimento pesado, constante e claro que este recurso financeiro tem que vir do setor comercial e dos apoios políticos. O problema é colocar o profissional abaixo destes acordos.
            Se o colega Paulo Benito perdeu o espaço na TV Allamanda e se foi afastado por questões políticas, não me surpreendo. Ainda, se eu não estiver desinformado, a emissora não emitiu sua versão dos fatos. Também é importante que o Benito se pronuncie oficialmente sobre o assunto. Mas, tudo indica que o colega foi mais um que destoou dos interesses financeiros e políticos do dono da empresa.

Na minha opinião...
            Nós profissionais da imprensa sabemos disto tudo e aceitamos as regras do jogo, pois precisamos viver e criar nossas famílias, mas estamos deixando tudo isto ir longe demais. Estamos aceitando cada vez mais a pressão para exercermos nossa profissão e somos mal remunerados, pelo menos em Rondônia o piso salarial não chega a R$ 1.300.
            Os nossos patrões também sofrem as mesmas pressões, já que precisam da mesma forma, viver, criar suas famílias, pagar os funcionários e manter a empresa competitiva, atualizada, mas também estão deixando estas pressões comerciais e políticas influenciarem demais nos seus negócios.
            Está na hora de revermos estas relações...
            Em verdade, a liberdade de imprensa não existe realmente como se pensa, isto é poesia, é utopia. Ela não existe para os jornalistas e nem para a maioria dos empresários de comunicação, em outras palavras, liberdade de imprensa uma ova!!!



sábado, 18 de junho de 2011

A SÍNDROME DE COMMODUS


          Ao assistir, de novo, ao filme O Gladiador; e acompanhar o desfecho do Caso Chico Caçula, ficou claro para mim que os nossos vereadores e vereadoras sofrem da “Síndrome de Commodus”. Esta síndrome leva o nome do filho herdeiro, Commodus, do Imperador romano Marcus Aurelius que espera de longe e calculadamente o general Maximus conquistar mais uma grande batalha contra os Bárbaros para surgir do nada de espada na mão pronto para guerrear, mas ouve da boca pai que a batalha já estava ganha graças à liderança do general. 
            A decepção estampada na face do imperador pela fraqueza, oportunismo e covardia do filho é comovente, pois, apesar do Império sair vitorioso de mais um embate, no fundo ele queria que Commodus estivesse à frente das tropas, nem que  fosse para morrer, mas o filho é omisso. Mas, apenas Commodus acredita em suas próprias ilusões e não desiste de manter a pose externa de pavão bélico para encobri o espírito de rato que é, para chegar ao poder absoluto o Trono. Para isto mata o próprio pai num abraço imundo contra o próprio peito, até sentir o corpo paterno deslizar vencido por suas mãos ambiciosas, frias e ingratas...

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            Os nossos vereadores agiram desta maneira com relação ao caso Caçula, agora, ex-edil. No momento da grande batalha que era para pelo menos de se posicionarem contra ou a favor pela permanência moral do então vereador, simplesmente deixaram que os movimentos populares lutassem sozinhos a batalha que era da Câmara. Neste caso os vereadores representam Commodus; a decência é Marcus Aurelius e o povo é Maximus.
           
            Chico Caçula foi sentenciado no dia 21 de maio, e os vereadores se posicionaram oficialmente sobre isto apenas no dia 16 de junho, ou seja, 26 dias depois que Caçula foi condenado. Mas este posicionamento só veio depois que Caçula jogou a toalha renunciando por não agüentar mais a pressão popular que chegava das ruas e aumentava dia a dia, e não porque os vereadores teriam decidido pelo afastamento de Caçula o ameaçando com um Processo Disciplinar. Somente neste momento, quando a batalha estava vencida pela força e honra popular (Maxximus), os vereadores (Commodus) apareceram no campo de batalha empunhando uma tosca espada em forma de uma nota oficial totalmente tardia, sem propósito e inócua, já que o inimigo estava morto e a batalha finda.
            Tudo isto sob o olhar triste e decepcionado da decência (Marcus Aurelius) que assistiu de um lado o povo duelando sozinho por uma providência das autoridades e do outro por de trás das portas dos gabinetes, viu os olhos miúdos dos vereadores que espreitavam pelas brechas da própria fraqueza, esperando pela derrota, de qualquer um, para do nada surgirem valentes e ficarem do lado do vencedor, seja ele quem for.
            Como se não bastasse toda omissão dos vereadores, eles atacaram a decência com um golpe derradeiro, a divulgação da nota oficial carregada com uma pérola em forma de frase na parte final, dizendo que a “Câmara dos Vereadores estava atenta aos clamores da população”. Ou seja, ficaram calados na hora errada e se manifestaram quando não adiantava mais!
             
            Quero fazer justiça, apenas o vereador Sid Orleans, se posicionou contra a permanência de Caçula na Câmara, foi cobrado via facebook sobre o assunto, primeiro pelo companheiro de partido dele, Edison Silveira e em seguida por mim, e lá nos acréscimos finais do segundo tempo divulgou uma nota às 09:08 do dia 16, e a Câmara postou no sítio do legislativo municipal a nota de esclarecimento às 15:49:00, do mesmo dia. Mas, vereador Sid foi em tempo, parabéns de novo. Eu também daria os parabéns se Sid Orleans, ou qualquer outra pessoa defendesse Caçula, o grave nesta história toda, não foi ficar a favor ou contra o condenado, ou se era legal ou ilegal; se moral ou imoral; se ético ou não! O que pesou foi o silêncio de quem deveria ter falado, se posicionado antes da renúncia de Chico Caçula, que também calou-se.

            Eu, Fabrícius Bariani, e o jornalista e âncora do programa Alerta Total, Augusto José, e porque não, as pessoas que se posicionaram durante a batalha do “Legal versus Moral”, não pedimos em nenhum momento que Chico Caçula fosse expulso da Câmara Municipal sem ser respeitado os direitos dele de cidadão de aguardar o transitado em julgado. Por mim, que ele recorra até a última instância e que a justiça seja feita, é direito e pronto.
            A nossa posição foi de tornar público os apelos populares que nos chegava diariamente através de e-mails, telefonemas e pessoalmente para expormos em nome deles que não aceitavam por uma questão moral, no entendimento deles, a presença do vereador condenado como representante nosso. É a voz do povo!
            A cobrança sempre foi motivada justamente por este ponto crucial, ou seja, o que garante a Lei não está mais sendo aceito pela população, há aí um novo momento, talvez amadurecimento, que mais cedo ou mais tarde chegará ao Supremo Tribunal Federal (STF), provavelmente. Hoje, a lei garante a condenação definitiva somente depois do transitado em julgado, mas em determinados casos, o brasileiro já não sente que isto seja justiça e pede uma nova aplicação deste entendimento. O povo quer algo menos legalista e mais moralizador.

            No caso de Caçula, independente de ele chegar a ser definitivamente condenado ou absolvido pela justiça, ficou claro para as pessoas que votaram nele, para as mães, mulheres, filhas e todas pessoas frágeis, minorias, simples, honestas, honradas que houve um crime de estupro. Mesmo que a justiça não o condene, por falta de provas ou porque o crime venha a prescrever, não apagará da certeza popular que Caçula estuprou uma menina de 13 anos de idade e isto não tem STF ou recurso que altere esta certeza popular.
            Na visão do cidadão e da cidadã portovelhense Caçula não pode exercer um mandato popular e nem a sua ex-assessora Wanderléia Rodrigues Guedes um cargo público. E isto vale também para deputados estaduais, federais, senadores, prefeitos, governadores e presidentes da República, ministros, secretários, etc.

Na Minha Opinião...
           
            ...os vereadores e vereadoras Commodus esperaram bem “acommodadus” o desenrolar da batalha entre a “Maximmus” qualidade do povo, a HONRA, contra o “Bárbaro” inimigo a OMISSÃO e tudo sendo assistido com muita tristeza, vergonha e decepção por Marcus Aurelius, que é a DECÊNCIA natural do povo de Porto Velho, mas que está agora vacinado e imune contra futuros surtos da “SÍNDROME DE COMMODUS”.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A “Navalha na Carne” da Polícia Civil

            A Direção Geral da Polícia Civil de Rondônia está vivendo um verdadeiro momento de “Navalha na Carne” e aos poucos expõe alguns interesses pessoais e mazelas que haviam, ou ainda há, não sei, dentro da própria instituição. Quem afirma isto é a própria direção geral da PC, ao explicar sobre o desaparecimento, ou, de acordo com o texto original, “subtração” de entorpecente do DENARC. A afirmativa vem através da nota de esclarecimento distribuída nesta sexta-feira, dia 14, sobre o assunto, pelo menos é o que está escrito no item “f” da nota:

“f) A atual gestão da Direção Geral de Polícia Civil teve autonomia para realizar as mudanças entendidas como necessárias para modernizar a estrutura da Polícia Civil de Rondônia, buscando o melhor aproveitamento dos recursos humanos e materiais, visando a eficiência na prestação de serviços à sociedade, sendo imprescindível para isso tomar decisões que vieram colidir com interesses individuais e de manutenção de mazelas dentro da instituição, causando descontentamento entre aqueles que agora se sentem "prejudicados" ou "perseguidos" e pretendem obstaculizar a indispensável modificação e reconstrução da polícia judiciária rondoniense.”  (o grifo é meu).

Plínio Marcos
            Navalha na Carne é a famosa peça de Plínio Marcos, sobre três personagens em um bordel falando de suas vidas e expondo ao público a marginalidade de cada um. A nova diretoria está em uma situação parecida presa em seu ambiente próprio e tendo que se justificar para a sociedade sobre detalhes que até poucos dias atrás era impossível de se imaginar que seriam trazidos à tona. Bendita crise!
            Tenho certeza, e quero acreditar muito nisso, que os interesseiros egoístas e os mazelentos são bem poucos e estão realmente descontentes e não podem fazer nada além de se sentirem prejudicados e perseguidos pelas mudanças propostas pelo novo diretor.  O tempo vai dizer quem está com a razão.
            Não admitir que existem pessoas assim dentro da Polícia Civil, e também da Polícia Militar, e por que não, da imprensa e em todos setores da sociedade, é assinar atestado de burrice, e eu não sou burro.

Tião Carreiro e Pardinho
            Tião Carreiro e Pardinho interpretaram a música Navalha na Carne, que acredito que representa bem o que muitas pessoas que possuem cargos públicos, ou possuíram, estão sentindo em Rondônia nesse momento.
            Bom, a letra está aí para quem quiser ler, talvez a “carapuça sirva”; em mim serviu, mas não vou dizer em que frase.

É muita navalha na minha carne
É muita espada pra me furá
Muitas lambada nas minhas costas
É muita gente pra me surrá
É muita pedra no meu caminho
É muito espinho pra eu pisar
É muita paixão e muito desprezo
Não há coração que possa agüentar
É muito calo na minha mão
É muita enxada pra eu puxar
É muita fera me atacando
É muita cobra pra me picar
É muito bicho de paletó
Estão de tocaia pra me pegar
A maldade é grande, Deus é maior
Abre caminho pra eu passar
É muita serra pra eu subir
É muita água pra me afogar
Muito martelo pra mim bater
Muito serrote pra mim serrar
É muita luta pra eu sozinho
É muita conta pra eu pagar
É muito Zap em cima de um Áz
Mas a terra treme quando eu trucar
É muita salmoura pra eu beber
É muita fogueira pra me queimar
É muita arma me apontando
É uma grande guerra pra me matar
É muita corda no meu pescoço
É muita gente pra me enforcar
Por aí tem gente que quer meu tombo
Mas Deus é grande, não vai deixar
Letra: Tião Carreiro e Lourival dos Santos

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Urro do Delegado!

O Urro do Delegado

            A modificação feita na Lei Complementar 73/93, que tirou das mãos dos 23 delegados habilitados a possibilidade exclusiva de assumirem o posto mais alto da cúpula da Polícia Civil de Rondônia, também  está tirando o sono de muitos policiais civis. Dos antigos, que formam o grupo dos 23, porque agora não estão mais garantidos na sucessão natural que havia devido o valor da antiguidade. Dos novos porque estão sonhando alto demais, inclusive policiais da turma de 2005.
            Eu recebi um e-mail do delegado, Sergio Barbosa, Diretor da Divisão de Crimes contra o Patrimônio; profissional competente e respeitado. A mensagem é um verdadeiro urro de um delegado machucado, com esta novidade, mas, está vivo. Ele é um que perdeu o sono, e não posso deixar de concordar com quase todos argumentos dele. Mas, mantenho a minha opinião sobre o benefício da alteração do artigo 146, explico.

Explicando
            Primeiro: sou a favor de que os delegados que compõem o grupo dos 23 sejam os primeiros na lista para o cargo de diretor da PC, mas somente os que realmente tem a capacidade, a competência, o interesse e muita, mas muita vontade de lutar pela classe e escrever uma nova história para os colegas e para a sociedade.
            Segundo: os que só querem o cargo por questões de orgulho, vaidade e pompa espero que não chequem lá, a polícia civil e a sociedade não precisam deles. Inclusive, tem uns que poderiam se aposentar. Esta é a chance!
            Terceiro: sou a favor de somente buscar outros nomes fora da lista dos 23, se não houver nomes que se encaixem no primeiro caso, o que com certeza tem.
            Quarto: também não vejo problemas em um profissional mais novo e menos experiente assumir um posto tão alto, desde que também esteja muito bem qualificado e interessado em ser útil; afinal antiguidade não é tudo.
            Quinto: dentro do último raciocínio tenho que destacar um problema de ordem formal, e tiro do texto do Dr. Sérgio Barbosa, “Quero é ver e estou pagando para isso,  CLASSE INFERIOR ... punir classe superior e o TJ., nesse aspecto já assentou ...
Evidentemente conheço o Dr. Claudionor, pessoa competente, entretanto  a hierarquia é pilar das polícias, "quer queiram, - queiram não" ...
Porque não nomeia um SOLDADO para o comando da PM., - ou um DESEMBARGADOR da classe inicial .... ... ... Aí o da     "cutia  pia"  !”, desafiou.
           
Na Minha Opinião...
            ... O Delegado está certo, tem uma hierarquia aí no meio deste imbróglio todo, mas tem também “antigão” que não merece o cargo e tem “novão” que merece.
            Independente de quem venha a assumir a chefia da PC vai ter que trabalhar muito para mudar tudo o que está aí na rotina da polícia, senão, como urrou o delegado, “aí o da cutia pia!” e vai ter que deixar o cargo mais rápido do que assumiu.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Fim dos 23

Nos Bastidores
            Eu falei com um delegado importante na Polícia Civil (PC) de Rondônia, não vou dizer quem, sobre a mudança que o governador Confúcio e os deputados estaduais realizaram na constituição estadual sobre a ocupação de cargos de direção na PC. Esta minha fonte não está entre os 23 intocáveis, mas está ali na beira, e apesar de ser, em tese, “prejudicado” por esta alteração legal, ela apóia a decisão que foi tomada.
            Disse o delegado, “a turma dos 23, está há muito tempo no poder, só revezando entre eles, isto tem que acabar. Não é certo ser o diretor só porque é mais antigo, o critério tem que ser a competência, a vontade de trabalhar, entre outros. E dos vinte e três se escapar muitos, não passam de nove, que ainda têm condições de ser um bom diretor e atender à sociedade e aos colegas de trabalho”, revelou.
            Este delegado está certo, tem muita gente que está ligada ao poder e que tem que aprender a largar o osso, antes que não sobre mais nada para roer.

Ainda nos Bastidores
            A maioria dos policiais civis com quem conversei, antigos e novos, também aprovaram as mudanças. O motivo é simples, basta visitar qualquer delegacia especializada de áreas, a Central de Polícia para descobrir que o ambiente é insalubre, ultrapassado, velho, feio e não oferece nada de bom aos profissionais que trabalham naqueles lugares.
            Não vou falar dos veículos, do armamento, da rotina de treinamentos, dos benefícios conquistados ao longo de anos de trabalho e que ainda não foram pagos; e por aí vai...

Na Minha Opinião...
            ... Esta alteração na lei tem que ser a primeira de muitas. Vamos esperar que não seja apenas um fogo de palha para que o governador, os deputados, os aliados políticos acomodem seus interesses e parem nesse ponto. Confúcio tem que aproveitar esta oportunidade e também melhorar a vida profissional dos policiais militares, em todos os sentidos; dos servidores da saúde; da educação e claro da área administrativa.
            É hora de mudanças e para melhor, mas, se o governador não passar disto, e mostrar que tudo não foi nada além de entusiasmo de começo de governo, é melhor ele voltar para Ariquemes ou para uma de suas fazendas, dizem que são muitas...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Piratas e Cia

O Pirata da vez
            Quando, há mais de um ano, os atuais mototaxistas começaram a luta deles pela legalização da categoria, eram tidos pelos taxistas e pelos donos das empresas de ônibus coletivos de Porto Velho como piratas do transporte. Naquela época, na verdade eles não eram piratas e sim pseudo-piratas, ou, projeto de piratas, já que não existia uma categoria oficial de mototaxistas. Mas, os mototaxistas brigavam feio com o Prefeito Roberto Sobrinho, que apoiava os taxistas e claro, com a Polícia Militar, que era solicitada para tirá-los das ruas, em apoio aos fiscais da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Semtran).
            Agora, depois que a bandeira branca da paz foi hasteada, os mototaxitas, já legalizados, estão com outra briga, o inimigo desta vez é o verdadeiro mototaxista pirata, já que agora existe a categoria, logo, qualquer concorrência não autorizada é pirata.
            Os mototaxistas receberam um apoio importante e inusitado, justamente dos taxistas, que na verdade, estão vendo a oportunidade de se livrarem dos taxistas piratas. Estes usam carros civis e fazem lotação nos bairros sentido Centro ou para a região das chácaras e usam carros clonados. Aqui a vantagem para o usuário é o preço mais baixo que o cobrado na praça.
             A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Trânsito estão realizando blitz para tirar de circulação esses piratas. O pátio da Semtran já está cheio de motos clandestinas, mais de setenta já estão por lá.
            Bom, nesta confusão de caça aos piratas, não estou vendo os donos das empresas de coletivos se manifestarem, nem a favor ou contra. Das duas uma, ou eles não estão nem aí para esta situação ou estão agindo por debaixo do pano, num apoio velado. Quem sabe eles estão esperando acabar este período de caça aos piratas das motos e dos carros, para também pedirem o mesmo apoio contra as vãs, que fazem lotação e estão espalhadas por aí, só não vê quem não quer.

Na minha opinião...
            ... os empresários do transporte coletivo estão se fazendo de mortos, para não sofrer mais cobranças. O medo é de o tiro sair pela culatra, pois tem vãs que estão mais novas, têm ar-condicionado, são mais rápidas, cumprem os horários e na conta do custo benefício, saem mais em conta.
            E para poder cobrar providências, os empresários do setor, terão que melhorar e muito o serviço prestado por eles.

Tem que tabelar
            Que os mototaxistas têm que trabalhar livres da concorrência ilegal dos mototaxistas piratas eu concordo, agora, a categoria também tem culpa. O principal atrativo dos piratas é o preço. Os mototaxistas têm que padronizar os preços das corridas, um exemplo: do Trevo do Roque até o Hospital de Base, eu cotei com vários, e consegui os preços de R$ 7 a R$ 10. Um pirata cobra ‘facinho facinho’, R$ 5, e para quem tem pouco dinheiro, faz muita diferença.
            A Semtran está esperando o Inmetro liberar um modelo de mototaxímetro que está sendo aferido. Até lá, seria bom a Semtran tabelar logo os preços para acabar com os preços piratas, olha aí, mais um pirata em Porto Velho.